Desculpa se te chamo de amor...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bem-vinda de novo.




Como num filme. Não queria usar o exemplo de um filme de romance, primeiro pra não ficar muito clichê, segundo por que o “romance” não cabe aqui. Igual em um filme no qual você sabe o final: sabe que o vilão vai morrer, sabe que o bem reinará ou que o casal vai então, finalmente, ficar juntos. Eu sabia o final, entrei sabendo o final. Dizem que é quando vai chegando o fim, que nós pensamos nele, o começo. Então, o que eu posso fazer, quando nem um começo existiu? No que eu penso, então? Em como sou idiota, em como gasto minhas palavras diante de alguém que eu poderia apostar tudo o que tenho, que nem lembra que eu existo? Aham. É isso que me resta pra pensar. É só o que eu tenho pra pensar. Nesse muro de dezenove anos, uma profissão, algumas vidas que melhoraram pelos seus atos, sua falta de coragem pra terminar algo que, até aonde eu entendi, você leva somente por comodismo e sua possível descrença no sentimento que eu procuro em cada esquina que eu viro: o amor.
É triste saber que eu cai nessa realidade e que, cada quinta-feira que passar, vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer e que, no máximo, o mundo vai ter algumas dessas cores em tons pastéis. Nada mais colorido e reluzente, como antes. Eu disse que não ia demorar. Eu pedi pra que não demorasse. E eu deveria saber, eu deveria ter lembrado em ter cuidado com as coisas que se deseja, por que algumas você pode conseguir. E, por ironia da minha vida ou não, eu tenho uma facilidade imensa de conseguir todas as coisas ruins. Tentei voltar atrás, juro que tentei reunir todas as minhas forças, todos os tipos de energia positiva, todo o tipo de pensamento fixo para que alguma coisa iluminasse o seu caminho e conseqüentemente o meu, mas acho que já era tarde demais. Não queria, mas, o máximo que eu posso fazer, é te transformar em uma figura de admiração. Você merece mais que isso, eu sei. Mas é o máximo que você pode me dar.
Agora, o que eu vou fazer, é esperar. Esperar a minha próxima síndrome do pânico, o próximo temporal, a próxima vez que acabar a luz, só pra ver pra onde meu pensamento vai voar. Sinto até uma certa ansiedade, quero saber o que fazer, quando me ver em apuros e saber que dirigir meu pensamento pra você, que estará fora do país essa semana, com a sua namorada, é a coisa mais patética que um ser humano poderia fazer. Portanto, vou vivendo, vou querendo parar com essa vidinha de sonhos, fantasias e admirações e tentando, rezando, desejando ter um amor pra vida.

14 comentários:

  1. O tempo em que eu fiquei sem usar o computador eu fiquei com saudades de ler os seus texto, e esse foi um dos (ou o mais) triste de todos os que eu li. É claro que como somente quem vive sabe, também, somente quem escreve sabe realmente e sente o turbilhão de sentimentos que pode arrancar inúmeras lágrimas... Se despedir é tão ruim, e não se despedir é pior ainda. A ausência é algo que faz doer demais o peito.
    Belo texto, espero que fique tudo bem.

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  2. É... é ruim. Já passei por isso, e não foi apenas uma vez. Mas leva contigo: isso passa e você sabe que vai passar. Os fins também são um começo, apenas não sabemos disso na hora. Lindo teu post. Percebe-se que veio la do fundo mesmo... Beijos, flor!

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  3. (suspiro)

    Isabelle,

    Li e tive a sensação de que esse texto não foi digitado e sim chorado, vertido, derramado.

    Não vou buscar palavras para comentar, quero apenas dizer que tenho noção da dor e deixar meu abraço.

    ℓυηα

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  4. Oi La Belle, desculpe-me se te chamo assim.
    Muito incisivas suas palavras, gostei. O que resta dizer? Você, nada. Eu diria:

    "Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
    Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
    Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
    Essa irredutível recusa à poesia não vivida."

    (Vinícius de Moraes, em O Haver)

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  5. Sabe Belle(posso te chamar assim?), me indentifiquei muito com seu texto, não que eu queira te agradar(apesar de que , pelo seus texto, você parece ser uma pessoa agradável)mas por que me indentifiquei até com os detalhes como: esperar ansiosamente as quintas-feiras, e ainda hoje me lembra e criar algumas espectativas que esse dia da semana me provoca; E de transformá-lo em uma figura de grande admiração, e de saber que ele está com ela. Mas Belle graças à Deus, se tornou realmente só admiração, pois hoje consigo viver sem pensar, tendo-o somente como algo que me marcou.Oh! que desabafo, desculpas!

    Se puder dá uma olhadinha no meu outro blog, é à ele que mais me dedico. Beijos xD

    http://guriamagricela.blogspot.com/

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  6. Nossa amor,de verdade...se não fosse cores e titulo diferente diria que esse seria um texto de meu blog,pois é exatamente na situação que me encontro. talvez que nunca sai.amei aqui vou seguir

    bjinhos

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  7. LINDO, AMIGA!!!!

    Meu notebook quebrou e do trabalho não consigo abrir seu blog, que desespero....
    Aquele meu último post é pra uma amiga minha que está casada há 11 anos e aconteceu o pior....eu ainda tô bem...rs

    Beijo e saudades!!!

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  8. Sempre é necessário um fim para que haja um novo começo.

    Beijos

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  9. Isabelle,

    Grata pelo teu compartilhar.

    Pela tua sensibilidade, bela tua coragem, pelos textos contundentes e bem escritos estou te indicando o Prêmio Dardos.Passa no meu Blog para pegar o selo, ok? Espero que goste desta singela homenagem de reconhecimento e carinho.

    Beijos,

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  10. Um texto lindissimo flor
    eu realmente adorei a forma como vc escreveu

    mil beijos e boa semana :)

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  11. Romances nunca são clichê, quando envolve amor viver um dia após o outro dá sim!

    um beijo linda flor.

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  12. Me identifico um pouco com tuas palavras, já senti isso, talvez ainda sinta. Mas nunca ache que o amor pode ser um clichê, reinvente-o, pois ñ se tornará. É bom saber que vs se identifica com meus textos *-*
    ta lindo aqui flor, bjs !

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  13. Também achei o texto muito triste! Essa coisa de ter ilusões demais é sempre perigoso, porque a gente mesmo se machuca e se vicia nisso...

    Aprendi na minha vida que tem coisas que só êm na hora certa. Um amor por exemplo... Acho que a melhor forma de passar por isso é se focando em outras coisas. :)

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